Depois de Ricardo Carvalho (2008) e Hilário (2009), chegou a vez de Paulo Ferreira. O Chelsea voltou a nomear um jogador português, pelo terceiro ano consecutivo, como "reading star" [estrela que gosta de livros] de 2010. O programa Premier League Reading Stars foi iniciado em 2003 e visa aproveitar o "poder motivacional do futebol" para promoção dos hábitos de leitura entre os jovens britânicos. Todos os anos, os 20 clubes da divisão principal do futebol inglês têm de nomear uma "reading star" que, por sua vez, recomenda um dos seus livros preferidos. Clubes, autores e jogadores participam posteriormente em diversas iniciativas pedagógicas em bibliotecas públicas da área de cada clube. A obra escolhida pelo defesa do Chelsea foi "O Alquimista", o megacampeão de vendas do autor brasileiro Paulo Coelho. "Sempre gostei muito de ler, sobretudo agora que tenho filhos. Sempre que posso, tentamos ler livros em conjunto na família - é uma óptima forma de os miúdos desenvolverem a língua", explicou Ferreira. "É fantástico que um livro escrito em português tenha tido tanto sucesso e seja agora um dos livros mais traduzidos e vendidos de sempre. ["O Alquimista"] é uma história fantástica contada de uma forma muito simples sobre um jovem que parte numa viagem de descoberta. A mensagem deste livro é clara: apesar do medo e dos obstáculos, devemos sempre seguir os nossos sonhos e aproveitar a riqueza adquirida com a experiência". No ano passado, Hilário escolheu "Black and Blue", a autobiografia dramática de Paul Canoville, o primeiro jogador negro a vestir a camisola do Chelsea. Em 2008, Ricardo Carvalho nomeou "Man of the Match", uma das obras mais populares de Sophie Smiley, autora de vários livros para crianças.
O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Trata-se de uma data simbólica para a literatura, já que, segundo os vários calendários, neste dia faleceram importantes escritores como Cervantes e Shakespeare.
A ideia da comemoração teve origem na Catalunha: a 23 de Abril, dia de São Jorge, uma rosa é oferecida a quem comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo.
Este ano, a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas vai articular esta data com o Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social, através da campanha "Um livro faz-me mais rico", em colaboração com as algumas Bibliotecas Municipais.
O cartaz é da autoria do ilustrador José Manuel Saraiva.
Mais uma curiosidade: a UNESCO escolheu Liubliana (Eslovénia) para Capital Mundial do Livro em 2010.
Desafio para sexta-feira, dia 23 de Abril: levar para a biblioteca uma rosa em troca de um livro para empréstimo.
Uma primeira edição do romance de Rudyard Kipling “O Livro da Selva”, (The Jungle Book - ao lado na imagem) com uma dedicatória do escritor à sua filha primogénita, foi descoberta na mansão onde viveu a sua outra filha.
O livro, publicado em 1894, foi encontrado por bibliotecários que estavam a catalogar os livros da biblioteca de Wimpole Hall, a moradia próxima de Cambridge, no Sul de Inglaterra, onde viveu Elsie, a segunda filha de Kipling, entre 1938 e 1976.
A obra tem uma dedicatória manuscrita a Josephine, a filha mais velha do escritor, que morreu de pneumonia em 1899, aos seis anos.
A inscrição, datada de Maio de 1894, diz: “Este livro pertence a Josephine Kipling, para quem foi escrito pelo seu pai.”
Apesar de não estar assinada, “baseando-nos em muitos outros elementos do arquivo de Kipling, achamos que é a sua letra”, declarou uma porta-voz do National Trust, a organização de conservação do património que está a trabalhar no espólio da mansão.
“A dedicatória é muito comovente, especialmente se tivermos em conta que Kipling perdeu não só Josephine, como também o seu filho mais novo, John, que morreu na I Guerra Mundial”, indicou Fiona Hall, comissária de Wimpole Hall.
“Como sua única filha sobrevivente, Elsie deve ter guardado o livro como um tesouro”, acrescentou.
O exemplar será agora exposto na espectacular casa senhorial, onde continuam os trabalhos de inventariação e catalogação dos cerca de sete mil livros da sua biblioteca.
Notícia do "Público", 9 de Abril de 2010
A Walt Disney adaptou este livro e realizou o filme com o mesmo nome, mais um dos muitos êxitos que tem.
Começa hoje a última paragem do ano lectivo. Aproveita-a para recarregar as baterias para o que resta do ano. Para muitos será um período decisivo.
As férias não significam não fazer nada. Muito pelo contrário. É o tempo de fazermos coisas diferentes da rotina lectiva, de fazermos aquilo que não foi feito por falta de tempo. Pode ser o tempo de lermos, por exemplo, o livro que desejávamos.
A Equipa da BE/CRE deseja a todos os leitores uma Páscoa Feliz.
Hoje é o Dia Mundial da Poesia e a Biblioteca da nossa escola dinamizou diversas actividades, que em breve divulgaremos, para cantar a poesia e os poetas. Para já fiquem com a prosa poética de dois poetas de quem gostamos: Sophia de Mello Breyner Andersen e Sebastião da Gama.
A poesia não me pede propriamente uma especialização pois a sua arte é a arte do ser. Também não é tempo ou trabalho o que a poesia me pede. Nem me pede uma ciência, nem uma estética, nem uma teoria. Pede-me antes a inteireza do meu ser, uma consciência mais funda do que a minha inteligência, uma fidelidade mais pura do que aquela que eu posso controlar. Pede-me que viva atenta como uma antena, pede-me que viva sempre, que nunca durma, que nunca me esqueça. Pede-me uma obstinação sem tréguas, densa e compacta.
Sophia de Mello Breyner
O poeta beija tudo, graças a Deus… E aprende com as coisas a sua lição de sinceridade…
E diz assim: “É preciso saber olhar…”
E pode ser, em qualquer idade, ingénuo como as crianças, entusiasta como os adolescentes e profundo como os homens feitos…
E levanta uma pedra escura e áspera para mostrar uma flor que está por detrás…
E perde tempo (ganha tempo…) a namorar uma ovelha…
E comove-se com coisas de nada: um pássaro que canta, uma mulher bonita que passou, uma menina que lhe sorriu, um pai que olhou desvanecido para o filho pequenino, um bocadinho de sol depois de um dia chuvoso…
E acha que tudo é importante…
E pega no braço dos homens que estavam tristes e vai passear com eles para o jardim…
E reparou que os homens estavam tristes…
E escreveu uns versos que começam desta maneira: “O segredo é amar…”
A BE/CRE promove a Semana da Leitura, de 15 a 19 de Março. Concursos, leitura, escrita criativa, teatro e poesia fazem parte das diversas actividades que serão levadas a cabo.
Se és leitor inscrito, procura um colega que o não seja, convida-o a inscrever-se e aconselha-lhe um livro que já leste. Por cada leitor que inscrevas, receberás 1 ponto.
O aluno que conseguir a pontuação mais alta receberá um prémio.
Na Biblioteca também serás convidado a escrever de uma forma criativa. Há duas actividades com esse objectivo:
* Completa a frase Se eu fosse poeta... - Celebramos assim o Dia Mundial da Poesia (21 de Março)
* Escreve Palavras doces para o meu pai - Preparamos assim o Dia do Pai (19 de Março)
Procura na Biblioteca as folhas, que depois de escritas serão afixadas nos placares. Nos comentários a esta mensagem, também tens a oportunidade de desenvolver a competência da escrita. Aproveita-a!
Ao longo da semana, outras informações serão fornecidas na projecção de slides da BE/CRE.
Este dia teve a sua origem nas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito de voto, no início do século XX, na Europa e nos Estados Unidos.
É um dia comemorativo para a celebração dos feitos económicos, políticos e sociais alcançados pela mulher.
Em 1975, designado como Ano Internacional da Mulher, a Organização das Nações Unidas começou a patrocinar o Dia Internacional da Mulher.
Elas sorriem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.
Elas brigam por aquilo que acreditam.
Elas levantam-se para injustiça.
Elas não levam “não” como resposta quando
acreditam que existe melhor solução.
Elas andam sem novos sapatos para
suas crianças poder tê-los.
Elas vão ao medico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.
Elas choram quando suas crianças adoecem
e se alegram quando suas crianças ganham prémios.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre
um aniversario ou um novo casamento.
Começa hoje, na RTP1 (21h. 18), a 5ª série do excelente programa de televisão sobre a Língua Portuguesa: "Cuidado com a Língua!". O programa é da autoria de José Mário Costa, responsável pelo sítio na internet Civerdúvidas da Língua Portuguesa. Cuidado com a Língua! ajuda a descobrir um mundo de palavras e expressões e a apaixonar-se pela língua portuguesa.
Contam as crónicas, ou lendas, já que registos tão antigos podem sempre pecar por pouca precisão histórica, que era o ano de 270 da nossa era e o Cristianismo não era ainda uma religião aceite pelo Império Romano. O imperador da altura, Cláudio II, tinha proibido a realização de casamentos cristãos no território do império com o argumento de que jovens solteiros e sem laços familiares dariam melhores soldados. A contragosto, a decisão foi acatada por todos. No entanto, um sacerdote (algumas fontes atribuem ao sacerdote o grau de bispo), de nome Valentim, recusou-se a acatar essa ordem e continuou a celebrar casamentos na clandestinidade. Tendo sido apanhado no acto ilegal, Valentim foi colocado na cadeia e condenado à morte. Durante o seu tempo de encarceramento, muitos foram os jovens que lhe faziam chegar flores e bilhetes, por ser ele uma figura tão dedicada à celebração do amor entre duas pessoas. A lenda conta também que a filha do carcereiro, cega de nascença, conseguiu autorização para visitar Valentim na cadeia. Foram várias as visitas e as conversas, e Valentim sentiu pena da mulher. Começou a rezar a Deus para que a curasse e um dia deu-se o milagre. Enquanto rezava, a filha do carcereiro recuperou a sua visão, e toda a sua família se converteu ao Cristianismo.
Sabendo disto, o imperador Cláudio II percebeu que Valentim não tinha renunciado à sua fé e mandou que o decapitassem, o que aconteceu, tornando-se assim um mártir aos olhos da Igreja e dos seus fiéis. A data da sua execução permanece também um mistério, uma vez que que alguns historiadores acreditam que o 14 de Fevereiro, data em que hoje se celebra o dia do santo, foi uma data aproveitada pela Igreja Católica para cristianizar um feriado pagão, já que se celebrava nesse dia a festa da deusa Juno, deusa das mulheres e do casamento. Juntando essa celebração ao martírio de Valentim, a Igreja Católica marcou esse dia como o dia da celebração do amor e da fé, que teve a maior expressão no sacrifício de Valentim, que não renunciou à realização da celebração que professa o amor entre duas pessoas, mesmo contra as ordens do Império Romano.
Ricardo Perna, in Família Cristã (Fevereiro de 2010)
Podes ler aqui (é só clicar) a História de S. Valentim, de forma resumida e por tópicos.
Como já é tradição no nosso blogue, cá fica mais um video com a canção de Carlos Paião, Cinderela. É dedicada a todos os apaixonados.
Escreve o que sentes, faz a tua declaração de amor, inspira-te... e deixa um comentário a esta mensagem!
O modelismo ferroviário é uma paixão que conquista milhares de pessoas de todas as idades. Os olhos das crianças brilham quando vêem os comboios a passar de linha em linha e os adultos ficam maravilhados com os detalhes das maquetes. Na Alemanha, em Hamburgo, é possível conhecer a maior maquete de ferromodelismo do mundo. A Miniatur Wunderland (terra das maravilhas em miniatura) tem 900 metros quadrados com 700 comboios que andam simultaneamente por mais de 9 km de linhas. A paisagem da maquete conta com 160 mil figuras, 250 mil luzes e um cuidado incrível para mostrar, em detalhe, vários locais do mundo, como o Monte Rushmore, o Grand Canyon e Las Vegas, nos Estados Unidos, e a neve da Suécia. Se tudo isto já parece muito, fica a saber que até 2014 todos estes números devem duplicar. São essas as previsões dos gémeos Frederick e Gerrit Braun, de 41 anos, que começaram a construir em 2000 esta maquete. Gastaram mais de 500 mil horas e cerca de 7 milhões de euros. O bilhete para entrar neste mundo custa 10 euros. Para teres uma noção real do tamanho deste local, vê o video.
No site encontras um guia em português com mais pormenores.
Olá Pai Natal É a primeira vez que escrevo para ti Venho de Lisboa e o pessoal chama-me AC Desculpa o atrevimento mas tenho alguns pedidos Espero que não fiquem nalguma prateleira esquecidos Como nunca te pedi nada Peço tudo duma vez e fica a conversa despachada Talvez aches os pedidos meio extravagantes Queria que pusesses juízo na cabeça destes governantes Tira-lhes as armas e a vontade da guerra É que se não acabamos a pedir-te uma nova Terra Ao sem-abrigo indigente, dá-lhe uma vida decente E arranja-lhe trabalho em vez de mais uma sopa quente E ao pobre coitado, e ao desempregado Arranja-lhe um emprego em que ele não se sinta explorado E ao soldado, manda-o de volta para junto da mulher Acredita que é isso que ele quer Vai ver África de perto, não vejas pelos jornais Dá de comer às crianças ergue escolas e hospitais Cura as doenças e distribui vacinas Dá carrinhos aos meninos e bonecas às meninas E dá-lhes paz e alegria Ao idoso sozinho em casa, arranja-lhe boa companhia Já sei que só ofereces aos meninos bem comportados Mas alguns portam-se mal e dás condomínios fechados Jactos privados, carros topo de gama importados Grandes ordenados, apagas pecados a culpados Desculpa o pouco entusiasmo, não me leves a mal Não percebo como é que isto se tornou um feriado comercial Parece que é desculpa para um ano de costas voltadas E a única coisa que interessa é se as prendas tão compradas E quando passa o Natal, dás à sola? Há quem diga que tu não existes, quem te inventou foi a Coca-Cola Não te preocupes, que eu não digo a ninguém Se és Pai Natal é porque és pai de alguém Para mim Natal é a qualquer hora, basta querer Gosto de dar e não preciso de pretextos para oferecer E já agora para acabar, sem querer abusar Dá-nos Paz e Amor e nem é preciso embrulhar Muita Felicidade, saúde acima de tudo Se puderes dá-nos boas notas com pouco estudo Desculpa o incómodo e continua com as tuas prendas Feliz Natal para ti e já agora baixa as rendas
Era noite de Natal, pensei que ia ser uma noite igual às outras, mas não foi… esta foi especial!
Tal como todas as outras noites, tomei banho, vesti a camisa de noite, calcei os chinelos e desci as escadas. Mas, enquanto descia, senti-me leve, muito leve, cada vez mais leve e quando dei por mim estava a sobrevoar a minha casa, escola, tudo!
Dali via-se tudo, nem reparei que estava num trenó, até alguém pousar uma luva aveludada, muito quentinha no meu ombro.
Olhei para trás… e lá estava ele, com um sorriso caloroso, gorducho, todo vestido de vermelho e branco, com os presentes atrás dele. Pensei que era um sonho…
Pousou na minha mão uma coisa muito pequena embrulhada em cetim amarelo dourado, com uma fitinha vermelha. Eu meti-a no bolso ansiosa por abri-la ainda naquela noite mas, cansada, adormeci!
Quando acordei, estava na minha cama e pensei: “foi um sonho”, mas lembrei-me do presentinho que ele me tinha dado. Vi, no bolso, e lá estava ele!
Fui logo contar à minha mãe, mas ela riu-se! Fui contar ao meu pai e ele riu-se! Fui contar ao meu irmão e aos meus amigos, mas todos se riram também! Não levei aquilo a peito, afinal fui eu que o vi e não eles.
Abri o presente e dentro tinha um sininho igual ao das renas voadoras com aquela melodia encantadora, pensei: “Este é o melhor Natal de sempre!”.
Feliz Natal!
Presenteie com amor e com carinho aquele que precise. Neste Natal, um abraço, um gesto carinhoso, uma palavra de amor valem mais do que muitas coisas. Sinta-se feliz e faça alguém sentir-se feliz, também.
Melhor do que todos os presentes por baixo da árvore de Natal é a presença de uma família feliz.
Um Natal feliz cheio de muitas alegrias e um bom ano de 2010!
Encontram-se expostos na Biblioteca, até à próxima sexta-feira, os trabalhos realizados em Área de Projecto pelo 5.º A, sobre os vírus da Gripe.
Os alunos conseguiram mostrar o lado bem-humorado de um tema, que apesar de sério, motivou muitas brincadeiras e anedotas, tendo levado a cabo uma exposição, que vai de certeza fazer sorrir quem por lá passar.
O Natal: que festa divertida, feita em união, uma época especial. No Natal as tradições são muitas. O pinheiro e o presépio, são fantásticos, as luzes que brilham na noite, as bolinhas que cintilam... É lindo! Nas mesas, um bom bacalhau a acompanhar a ceia, nunca falha. As sobremesas, depois de jantar agradável, que delícia: o leite de creme, as rabanadas, os formigueiros, a aletria, e muitas outras. Depois de tanta gulodice e divertimento, a espera com ansiedade, da meia-noite, para abrir os presentes e matar a curiosidade de ver o que está lá dentro. Tudo isto é perfeito, se, nesta festa especial e importante, estamos com a nossa família. No meio de tanto divertimento e contentamento, há, porém, tristeza espalhada pelo mundo. Famílias que nas suas casas, em vez de enfeites e boa comida, têm apenas na mesa um pedaço de pão. Crianças que passam o Natal sozinhas nos hospitais e outras que vagueiam pelas ruas, em condições desprezíveis. Que pena o Natal não ser para todos!
O Natal é um dia de festa para uns e um dia normal e até infeliz para outros.
Há crianças que passam o Natal com as famílias e fazem uma grande ceia, recebem prendas e brincam felizes. É bom ver um sorriso na cara de uma criança!
Mas há outro tipo de Natal, o das crianças pobres. Passam o dia nas ruas, ao frio, espreitando às janelas das casas, vendo as outras crianças felizes e sentindo-se elas tristes.
Acho que no Natal todas as crianças deviam receber prendas e todas deviam estar felizes.
O Natal está pertinho, pertinho e a Biblioteca já nos envolve em doce aragem natalícia : música, imagens, brilhos. Gostaríamos, porém de tornar o ambiente ainda mais místico e intimista e, para isso, precisamos da tua ajuda. É simples: escreve uma mensagem de Natal, ilustra-a, entrega-a na Biblioteca e nós colocá-la-emos na árvore de Natal que lá está. Se não tiveres papel à mão, pede-o na recepção. Na próxima semana publicaremos neste blogue as mensagens que formos recebendo. E não esqueças, o essencial do Natal não está debaixo de um pinheiro qualquer, o mais importante do Natal abriga-se no coração de cada um.
Para te inspirar, um poema de Natal de Fernando Pessoa:
É verdade! Mas só por este ano. Para o ano haverá mais.
E acabou em beleza, tal e qual como começou, com a entrega dos diplomas aos grupos vencedores de cada turma. Os professores José Fernando Silva, Maria de Fátima Domingues e Manuel Valentim gastaram alguns minutos das aulas de Língua Portuguesa (agradecemos aos professores da referida disciplina a generosidade do tempo!) e deixaram também um marcador de livro a cada aluno, como recordação desta actividade.
A última turma a ser visitada foi o 5.º F. Esta turma foi premiada também com a declamação do poema "As minhas Asas", de Almeida Garrett, pela professora Fátima Domingues.
Um momento muito apreciado. Note-se a atenção com que os alunos o viveram.
O marcador fará recordar sempre a biblioteca, a entrada numa nova escola e ciclo de estudos e o trabalho de grupo, fundamental para a realização desta actividade, como para muitas outras ao longo da vida.
Parabéns a todos os alunos! Obrigado à professora Fátima Domingues!
10 de Dezembro - Dia Internacional dos Direitos Humanos
«art. 1º- Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.» DUDH (1948- 2009)
Mostra-nos sempre imperfeitos este dia que revela os nossos muito defeitos, já que a justiça do mundo por igual deve servir os homens e as mulheres sem ninguém querer excluir. E se os direitos são humanos, da igualdade hão-de fazer a regra que nos imponha os princípios a valer, que são sempre os que mais contam, aconteça o que acontecer.
José Jorge Letria in O Livro dos Dias
Será que está tudo feito? Um filme para reflectires...
"Este é um século democrático: tudo o que se fizer há-de ser pelo povo e com o povo... ou não se faz." Almeida Garret
Almeida Garrett nasceu no Porto, em 1799, no seio de uma família da burguesia endinheirada e cedo manifestou a sua inteligência. Aos treze anos teria composto a tragédia Xerxes. Aos dezassete ingressou na Faculdade de Direito de Coimbra, onde bebeu os ideais liberais e depressa se arvorou em mentor dos estudantes que ansiavam por reformas sociais e políticas. Terminado o curso, abraça a política e a causa liberal, alternando o exílio e o exercício de altos cargos públicos ao sabor das vitórias e das derrotas dos liberais. É de sua responsabilidade a reorganização do teatro nacional, devendo-se-lhe a criação do Teatro Nacional D. Maria. Temperamento ardentíssimo, tal como Carlos (Viagens na Minha Terra) também ele tinha «energia demais, poderes demais no coração», vivendo até idade avançada uma vida sentimental agitada e muito intensa. Presumido no vestir, procurava dissimular os defeitos físicos, e raras vezes dizia ao certo a idade que tinha. Costumava gabar-se da capacidade de trabalho. Afirmava ter escrito o Frei Luís de Sousa em treze dias, o que levou Ramalho Ortigão a dizer, ironicamente, que Garrett escrevia em algumas horas da noite todo o 1.º acto dessa obra prima e gastava uma manhã inteira a barbear-se e a perfumar-se. Garrett, considerado o introdutor do Romantismo na literatura portuguesa, cultivou com mestria, as três formas naturais de literatura: lirismo, narrativa e drama e é considerado o introdutor do Romantismo na literatura portuguesa. Da sua vasta obra destacam-se Romanceiro (recolha de poesias de tradição oral), a peça de teatro «Frei Luís de Sousa», o romance «Viagens da Minha Terra» e a colectânea de poemas líricos «Folhas Caídas».
Almeida Garrett morreu a 9 de Dezembro de 1854.
Um poema simples mas muito bonito, de Almeida Garrett: Barca Bela
Pescador da barca bela, Onde vais pescar com ela. Que é tão bela, Oh pescador?
Não vês que a última estrela No céu nublado se vela? Colhe a vela, Oh pescador!
Deita o lanço com cautela, Que a sereia canta bela... Mas cautela, Oh pescador!
Não se enrede a rede nela, Que perdido é remo e vela, Só de vê-la, Oh pescador.
Pescador da barca bela, Inda é tempo, foge dela Foge dela Oh pescador!
Foi a 8 de Dezembro (1894) que Florbela Espanca nasceu e foi também a 8 de Dezembro que se casou, pela primeira vez. Foi ainda a 8 de Dezembro (1930) que aos 36 anos pôs termo à vida e ao enorme sentimento de solidão e abandono que lhe foi consumindo a atribulada existência:"De mim ninguém gosta, de mim nunca ninguém gostou...".
De temperamento ardente, Florbela Espanca iniciou-se cedo na poesia, com a mesma tristeza e amargura com que foi desfolhando os magros dias que viveu:"Aos oito anos já fazia versos, já tinha insónias e já as coisas da vida me davam vontade de chorar."Cultivou o soneto com perícia e em 1919 saiu a lume o seu primeiro livro de poesia, "Livro de Mágoas". Em 1923 vê publicado o "Livro de Soror Saudade" e no ano da sua morte "Charneca em Flor".
Florbela Espanca, por ela própria:
"Eu digo-lhe já como são meus cabelos e meus olhos: os cabelos são negros, mas ainda assim nem tanto quanto a minha alma, pelo menos com o vestido que traz hoje; e os olhos são pardos, sombrios, profundos e maus. Sou pálida, alta e delgada..."
"Vou descrever-lhe desde já meu péssimo carácter: sou triste, imensamente triste, duma tristeza amarga e doentia que a mim própria me faz rir às vezes. É só disto que eu rio, e aqui tem V.Exa. no carácter uma sombra negra, enorme, medonha: a hipocrisia!..."
"...Não conto a ninguém esta tristíssima inferioridade de me sentir exilada de toda a alegria sã, franca; não mostro a ninguém a miséria de inadaptável, de insaciada..."
O poeta Ary dos Santos, conhecido do grande público como autor de poemas para canções, nasceu a 7 de Dezembro de 1936.
Recordamo-lo, hoje, num poema de homenagem aos resistentes anti-fascistas, lido por ele mesmo.
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