Feliz Natal!
Presenteie com amor e com carinho aquele que precise. Neste Natal, um abraço, um gesto carinhoso, uma palavra de amor valem mais do que muitas coisas. Sinta-se feliz e faça alguém sentir-se feliz, também.
Melhor do que todos os presentes por baixo da árvore de Natal é a presença de uma família feliz.
Um Natal feliz cheio de muitas alegrias e um bom ano de 2010!
Encontram-se expostos na Biblioteca, até à próxima sexta-feira, os trabalhos realizados em Área de Projecto pelo 5.º A, sobre os vírus da Gripe.
Os alunos conseguiram mostrar o lado bem-humorado de um tema, que apesar de sério, motivou muitas brincadeiras e anedotas, tendo levado a cabo uma exposição, que vai de certeza fazer sorrir quem por lá passar.
O Natal: que festa divertida, feita em união, uma época especial. No Natal as tradições são muitas. O pinheiro e o presépio, são fantásticos, as luzes que brilham na noite, as bolinhas que cintilam... É lindo! Nas mesas, um bom bacalhau a acompanhar a ceia, nunca falha. As sobremesas, depois de jantar agradável, que delícia: o leite de creme, as rabanadas, os formigueiros, a aletria, e muitas outras. Depois de tanta gulodice e divertimento, a espera com ansiedade, da meia-noite, para abrir os presentes e matar a curiosidade de ver o que está lá dentro. Tudo isto é perfeito, se, nesta festa especial e importante, estamos com a nossa família. No meio de tanto divertimento e contentamento, há, porém, tristeza espalhada pelo mundo. Famílias que nas suas casas, em vez de enfeites e boa comida, têm apenas na mesa um pedaço de pão. Crianças que passam o Natal sozinhas nos hospitais e outras que vagueiam pelas ruas, em condições desprezíveis. Que pena o Natal não ser para todos!
O Natal é um dia de festa para uns e um dia normal e até infeliz para outros.
Há crianças que passam o Natal com as famílias e fazem uma grande ceia, recebem prendas e brincam felizes. É bom ver um sorriso na cara de uma criança!
Mas há outro tipo de Natal, o das crianças pobres. Passam o dia nas ruas, ao frio, espreitando às janelas das casas, vendo as outras crianças felizes e sentindo-se elas tristes.
Acho que no Natal todas as crianças deviam receber prendas e todas deviam estar felizes.
O Natal está pertinho, pertinho e a Biblioteca já nos envolve em doce aragem natalícia : música, imagens, brilhos. Gostaríamos, porém de tornar o ambiente ainda mais místico e intimista e, para isso, precisamos da tua ajuda. É simples: escreve uma mensagem de Natal, ilustra-a, entrega-a na Biblioteca e nós colocá-la-emos na árvore de Natal que lá está. Se não tiveres papel à mão, pede-o na recepção. Na próxima semana publicaremos neste blogue as mensagens que formos recebendo. E não esqueças, o essencial do Natal não está debaixo de um pinheiro qualquer, o mais importante do Natal abriga-se no coração de cada um.
Para te inspirar, um poema de Natal de Fernando Pessoa:
É verdade! Mas só por este ano. Para o ano haverá mais.
E acabou em beleza, tal e qual como começou, com a entrega dos diplomas aos grupos vencedores de cada turma. Os professores José Fernando Silva, Maria de Fátima Domingues e Manuel Valentim gastaram alguns minutos das aulas de Língua Portuguesa (agradecemos aos professores da referida disciplina a generosidade do tempo!) e deixaram também um marcador de livro a cada aluno, como recordação desta actividade.
A última turma a ser visitada foi o 5.º F. Esta turma foi premiada também com a declamação do poema "As minhas Asas", de Almeida Garrett, pela professora Fátima Domingues.
Um momento muito apreciado. Note-se a atenção com que os alunos o viveram.
O marcador fará recordar sempre a biblioteca, a entrada numa nova escola e ciclo de estudos e o trabalho de grupo, fundamental para a realização desta actividade, como para muitas outras ao longo da vida.
Parabéns a todos os alunos! Obrigado à professora Fátima Domingues!
10 de Dezembro - Dia Internacional dos Direitos Humanos
«art. 1º- Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.» DUDH (1948- 2009)
Mostra-nos sempre imperfeitos este dia que revela os nossos muito defeitos, já que a justiça do mundo por igual deve servir os homens e as mulheres sem ninguém querer excluir. E se os direitos são humanos, da igualdade hão-de fazer a regra que nos imponha os princípios a valer, que são sempre os que mais contam, aconteça o que acontecer.
José Jorge Letria in O Livro dos Dias
Será que está tudo feito? Um filme para reflectires...
"Este é um século democrático: tudo o que se fizer há-de ser pelo povo e com o povo... ou não se faz." Almeida Garret
Almeida Garrett nasceu no Porto, em 1799, no seio de uma família da burguesia endinheirada e cedo manifestou a sua inteligência. Aos treze anos teria composto a tragédia Xerxes. Aos dezassete ingressou na Faculdade de Direito de Coimbra, onde bebeu os ideais liberais e depressa se arvorou em mentor dos estudantes que ansiavam por reformas sociais e políticas. Terminado o curso, abraça a política e a causa liberal, alternando o exílio e o exercício de altos cargos públicos ao sabor das vitórias e das derrotas dos liberais. É de sua responsabilidade a reorganização do teatro nacional, devendo-se-lhe a criação do Teatro Nacional D. Maria. Temperamento ardentíssimo, tal como Carlos (Viagens na Minha Terra) também ele tinha «energia demais, poderes demais no coração», vivendo até idade avançada uma vida sentimental agitada e muito intensa. Presumido no vestir, procurava dissimular os defeitos físicos, e raras vezes dizia ao certo a idade que tinha. Costumava gabar-se da capacidade de trabalho. Afirmava ter escrito o Frei Luís de Sousa em treze dias, o que levou Ramalho Ortigão a dizer, ironicamente, que Garrett escrevia em algumas horas da noite todo o 1.º acto dessa obra prima e gastava uma manhã inteira a barbear-se e a perfumar-se. Garrett, considerado o introdutor do Romantismo na literatura portuguesa, cultivou com mestria, as três formas naturais de literatura: lirismo, narrativa e drama e é considerado o introdutor do Romantismo na literatura portuguesa. Da sua vasta obra destacam-se Romanceiro (recolha de poesias de tradição oral), a peça de teatro «Frei Luís de Sousa», o romance «Viagens da Minha Terra» e a colectânea de poemas líricos «Folhas Caídas».
Almeida Garrett morreu a 9 de Dezembro de 1854.
Um poema simples mas muito bonito, de Almeida Garrett: Barca Bela
Pescador da barca bela, Onde vais pescar com ela. Que é tão bela, Oh pescador?
Não vês que a última estrela No céu nublado se vela? Colhe a vela, Oh pescador!
Deita o lanço com cautela, Que a sereia canta bela... Mas cautela, Oh pescador!
Não se enrede a rede nela, Que perdido é remo e vela, Só de vê-la, Oh pescador.
Pescador da barca bela, Inda é tempo, foge dela Foge dela Oh pescador!
Foi a 8 de Dezembro (1894) que Florbela Espanca nasceu e foi também a 8 de Dezembro que se casou, pela primeira vez. Foi ainda a 8 de Dezembro (1930) que aos 36 anos pôs termo à vida e ao enorme sentimento de solidão e abandono que lhe foi consumindo a atribulada existência:"De mim ninguém gosta, de mim nunca ninguém gostou...".
De temperamento ardente, Florbela Espanca iniciou-se cedo na poesia, com a mesma tristeza e amargura com que foi desfolhando os magros dias que viveu:"Aos oito anos já fazia versos, já tinha insónias e já as coisas da vida me davam vontade de chorar."Cultivou o soneto com perícia e em 1919 saiu a lume o seu primeiro livro de poesia, "Livro de Mágoas". Em 1923 vê publicado o "Livro de Soror Saudade" e no ano da sua morte "Charneca em Flor".
Florbela Espanca, por ela própria:
"Eu digo-lhe já como são meus cabelos e meus olhos: os cabelos são negros, mas ainda assim nem tanto quanto a minha alma, pelo menos com o vestido que traz hoje; e os olhos são pardos, sombrios, profundos e maus. Sou pálida, alta e delgada..."
"Vou descrever-lhe desde já meu péssimo carácter: sou triste, imensamente triste, duma tristeza amarga e doentia que a mim própria me faz rir às vezes. É só disto que eu rio, e aqui tem V.Exa. no carácter uma sombra negra, enorme, medonha: a hipocrisia!..."
"...Não conto a ninguém esta tristíssima inferioridade de me sentir exilada de toda a alegria sã, franca; não mostro a ninguém a miséria de inadaptável, de insaciada..."
O poeta Ary dos Santos, conhecido do grande público como autor de poemas para canções, nasceu a 7 de Dezembro de 1936.
Recordamo-lo, hoje, num poema de homenagem aos resistentes anti-fascistas, lido por ele mesmo.
Ainda ontem te falámos de Pessoa, mas ele é inesgotável...
Hoje, comemoram-se os 75 anos da publicação de Mensagem, de Fernando Pessoa a única obra em língua portuguesa que veio a lume em vida do poeta. O livro foi composto durante um período de mais de vinte anos, entre 1913 e 1934 , o que o consagra como o trabalho de uma vida.
Mensagem é um poema de forte carga simbólica, composto por 44 poemas, que conduz o leitor através do percurso da nação portuguesa. A obra está divida em três partes: "Brasão", onde se canta a fundação e a construção da nacionalidade e se glorificam os seus heróis e os seus mitos, "MarPortuguês", assente no esplendor de Portugal do período áureo dos Descobrimentos e "O Encoberto" um entrelaçar entre o auge e o declínio, a derrota e a esperança.
Mensagem termina com a exclamação "É a hora!", um apelo à construção do Império do futuro, o Quinto Império, que se encontra para além do material, desligado do espaço e do tempo reais: uma Índia nova, que não há, para onde só se viaja em naus construídas daquilo que os sonhos são feitos…
O poema Mensagem não está tão longe de ti, como poderás pensar. Quando citas frases como “Tudo vale a pena se a alma não é pequena” ou “Deus quer, o homem sonha, a obranasce”, estás precisamente a evocar Mensagem. Se pretendes contextualizar esses versos no universo da obra, vai à Biblioteca que Mensagem está lá, à espera que a leias. Ouve, também, um poema de Mensagem, sem duvida o mais conhecido: O Mostrengo, declamado por João Vilaret.
"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens."Fernando Pessoa, O Eu Profundo
Quando morreu a 30 de Novembro de 1935, poucos faziam ideia da verdadeira grandeza literária de Fernando Pessoa. O seu nome foi crescendo à medida que foi passando o tempo, após a sua morte, e depois da descoberta de uma simples arca de madeira de onde foram emergindo, como que por magia, milhares de inéditos, manuscritos ou dactilografados, que ultrapassaram todas as expectativas, tanto pela quantidade e qualidade como pela variedade de temas, géneros e estilos. Hoje, é considerado o maior poeta da língua portuguesa ao lado de Luís de Camões e o seu nome é importante em todo o mundo. Em vida, publicou apenas um livro, Mensagem, e semeou alguns versos e polémicas nos jornais e em revistas literárias. No entanto, a vida do poeta foi dedicada a criar e, de tanto criar, criou outras vidas, desdobrando-se em múltiplos poetas, dando corpo e voz a diferentes estilos e visões do mundo, através de mais de setenta “personalidades fictícias” que atingiram o auge com o assombroso quarteto que haveria de transformar a história da literatura portuguesa: Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Bernardo Soares, cada um, só por si, merecedor de figurar em qualquer cânone da poesia mundial.
Fernando Pessoa nasceu a 13 de Junho de 1888 numa familia de ascendência "misto de fidalgos ejudeus", que prezava a arte e a cultura. Aos sete anos, em virtude do segundo casamento da mãe, foi viver para Durban, África do Sul, onde passou a juventude e teve exigente educação anglófila. Regressou definitivamente a Portugal em 1905 e frequentou a Faculdade de Letras sem, porém, nunca ter terminado o curso. Trabalhou em profissão cuja "designação mais própria será "tradutor", a mais exacta a de "correspondente estrangeiro" em casas comerciais. O serpoeta e escritor não constitui profissão, mas vocação", segundo o próprio. Ao longo da vida conheceu-se-lhe uma única relação amorosa que não vingou porque o seu destino "pertence a outra Lei… a minha vida gira em torno da minha obra literária – boa ou má, que seja, ou possa ser.”
Apesar do porto seguro que sempre teve no seio da família, Pessoa viveu em constante desassossego espiritual e afectivo, atormentado por sucessivas crises de depressão: "Doi-me a vida aos poucos, a goles..."
A solidão e a bebida, companheiras cada vez mais frequentes, iam-lhe minando o espírito e o corpo, "cada vez mais perto do mito, cada vez menos perto de mim".
“I know not what tomorrow will bring”ou “Eu não sei o que o amanhã trará”, foi a última frase escrita pelo poeta, na véspera da sua morte.
Hoje, volvidos 74 anos da morte de Fernando Pessoa, curvamo-nos perante a sua genialidade e convidamos-te a ti, também, a prestar-lhe homenagem ouvindo o Poema do Menino Jesus de Alberto Caeiro/Fernando Pessoa, pela voz de Maria Bethania.
O poeta Augusto Gil morreu a 26 de Novembro de 1929.
Recordámo-lo, com nostalgia, em “Balada da Neve”, um dos mais célebres poemas da literatura portuguesa e que, ao longo do tempo, tem enternecido sucessivas gerações de crianças.
Talvez tu o queiras decorar e, quem sabe, recitá-lo na festa de Natal da escola.
NB - para ouvires a música e veres automaticamente o powerpoint deves clicar na seta verde que está ao centro da barra de comandos do slideshow. Para leres melhor (em ponto maior), podes clicar no último ícone da mesma barra de comandos (Full Screen).
Para nós a Biblioteca É um mundo de sonhos e fantasias sem fim, Cheio de flores com cheiro a alecrim. É um espaço educativo Que nos recebe de braços abertos E é sempre criativo.
Ana Carolina, Ana Rita, Ana Isabel, Carolina e Ana Sofia – 5º B
Dentro da biblioteca ocorre magia. Biblioteca é saber, Ouvir, ver, pesquisar. É conseguir crescer, A aprender a brincar.
Beatriz, Maria José, Sérgio, José e Raul – 5ºE
A Biblioteca é um sítio mágico para todos nós, pois podemos “navegar” no mundo dos livros que nos ensinam muitas coisas que desconhecemos.
André, Lucas, Diogo, Nuno e Luís – 5º E
Para nós a Biblioteca é onde damos asas à imaginação. A recepção é o caminho para os sonhos, a zona de leitura individual é o lugar onde entramos no mundo dos sonhos. A zona multimédia é o lugar onde navegamos no mar da imaginação. A Biblioteca é o lugar onde os sonhos se realizam,
Alexandra, Beatriz, Gabriel, Inês e José – 5ºA
A Biblioteca é um sítio mágico para todos nós, pois podemos “navegar” no mundo dos livros que nos ensinam muitas coisas que desconhecemos.
André, Lucas, Diogo, Nuno e Luís – 5º E
Para nós a Biblioteca é um paraíso. Podemos ver filmes, ouvir música, trabalhar nos computadores e ler livros. A Biblioteca é o nosso espaço preferido.
Paulo, Bruno, Diogo, Catarina e Márcia – 5ºA
Na biblioteca podemos ler, ver filmes, ouvir música… é um espaço de amor, liberdade, sonho, fantasia e bem-estar. É muito divertido estar na Biblioteca. É fixe!
Maria, Daniel, Pedro e Helena – 5º A
A Biblioteca é um sítio de multimédia, de pesquisa, de leitura. A Biblioteca é um espaço onde nos recebem com amor, carinho e com muita simpatia, tal como aqueles que gostam de nós e nos recebem de braços abertos.
Ana Pedroso, Ana Barbosa, Ana Azevedo e Bruna – 5º I
"Estimular é saber tirar proveito das coisas, saber encantar, digamos, pôr as coisas em relevo, mesmo as coisas insignificantes (...) Tornar pensáveis as coisas habituais que não se pensam."Rómulo de Carvalho/António Gedeão (1906-1997)
O Dia Nacional da Cultura Científica, 24 de Novembro, foi instituído em 1997 para comemorar o nascimento de Rómulo de Carvalho e divulgar o seu trabalho na promoção da cultura científica e no ensino da ciência.
A vida e obra de Rómulo de Carvalho são o paradigma acabado da simbiose perfeita entre o rigor da cultura científica e a magia da palavra da cultura humanista.
Homem multifacetado, historiador, divulgador da ciência, pedagogo, professor, dedicou-se com intensa devoção à investigação científica e, com igual fervor, invocou as musas da literatura. O gosto pelas letras revelou-se precocemente. Aos cinco anos escreveu os primeiros poemas e aos dez decidiu completar "Os Lusíadas" de Camões, porém, a atracção pelo lado experimental e pragmático da vida levou-o a formar-se em Ciências Físico-Químicas. A par da carreira de professor dedicou-se à investigação e divulgação científicas, tendo deixado vasta obra neste campo.
Embora o fascínio pela palavra poética o tenha acompanhado durante toda a sua vida, só aos 50 anos, após ter participado num concurso de poesia, publicaria o seu primeiro livro de poemas, “Movimento Perpétuo”. A obra literária de António Gedeão (poética, novelística, teatral e ensaística) encontra-se reunida em "Obra Completa - António Gedeão".
Se és frequentador habitual deste blogue e da Biblioteca, somos fãs de António Gedeão, de certeza que já “tropeçaste” em algum dos seus poemas: “Lágrima de Preta”, “Pedra Filosofal", “Arma Secreta”...
Hoje, para o homenagear, deixamos-te Rómulo de Carvalho a dizer "Poema para Galileu" de Gedeão, o seu pseudónimo literário.
Olá, meninas e meninos do 5º ano! Hoje vimos dar notícias do bibliopaper, “À Descoberta da Biblioteca”, que realizaram em finais de Outubro.
Antes de mais, queremos dar os parabéns a todos, pois que todos se portaram lindamente. Estamos certos de que se divertiram enquanto aprenderam e de que já se movem na Biblioteca com perfeito à vontade. Então, divulgamos agora o grupo e respectivos elementos, de cada turma, que conquistaram o primeiro lugar. Assim:
Resultados do Bibliopaper - 2009
5.º A - Grupo 2 Alexandra Dourado, Beatriz Araújo, Gabriel Graça, Inês Pimenta e José Silva
5.º B - Grupo 2 André Pinheiro, Rúben Oliveira, Diogo Gonçalves e Francisco Malheiro
5.º C - Grupo 1 Alexandre Martins, Ana Catarina Caridade, António Fernandes, Catarina Mota e Emy Gervais
5.º D - Grupo 1 Rui Alberto Sousa, Nuno Filipe Vieira, Rafael Fernandes, João Pimenta e José Gama
5.º E - Grupo 4 Beatriz Torres, Maria José Cunha, Sérgio Araújo, José Silva e Raul Rodrigues
5.º F - Grupo 1 João Nuno Gouveia, Hugo Abreu, João Marcelo Pedroso, Catarina Rodrigues e Joana Soares
5.º G - Grupo 2 João Manuel Leão, Bruna Esteves, Vânia Filipa Lima, Sara Gomes e Ana Margarida Alves
5.º H - Grupo 5 Angelina Ferreira, Ana Rita Azevedo, Ana Margarida Ramos, Rute Andreia Sousa e Sara Oliveira
5.º I - Grupo 3 Filipe Fernandes, Inês Mendes, Inês Alves, Jéssica Oliveira e João Sousa
Parabéns aos vencedores! Os diplomas ser-lhes-ão entregues brevemente.
Vejam, agora, um vídeo que conta a história de uma menina que não gostava de livros, mas acaba por descobrir o prazer de ler.
Celebra-se, hoje, 20 de Novembro, o vigésimo aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança aprovada por unanimidade, pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1989. A Convenção enuncia um amplo conjunto de direitos fundamentais de todas as crianças, assim como as respectivas disposições para que sejam aplicados. A Convenção sobre os Direitos da Criança é o tratado internacional sobre direitos humanos mais reconhecido da história, tendo sido assinado por 193 países. Apenas, os Estados Unidos da América (por imposições legais próprias) e a Somália, ainda não a ratificaram. Portugal subscreveu a Convenção em 21 de Setembro de 1990.
“Sendo que eu sou imperfeito e necessito da tolerância e da bondade dos outros, também hei-de tolerar os defeitos do mundo, até que possa encontrar o segredo que me permita remediá-lo.” Mahatma Gandhi
Hoje é dia de celebrarmos a TOLERÂNCIA.
O Dia Internacional da Tolerância foi instituído a 16 de Novembro de 1995, pelos Estados Membros da ONU para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) que, “alarmados pela intensificação actual da intolerância, da violência, do terrorismo, da xenofobia, do nacionalismo agressivo, do racismo, do anti-semitismo, da exclusão, da marginalização e da discriminação contra minorias nacionais, étnicas, religiosas, (…)”, proclamaram a Declaração de Princípios sobre a Tolerância.
Se passares, hoje, na Biblioteca, podes fazer um teste para saberes se és tolerante. Oferecemos-te, também, um dos poemas que por lá estão "estendidos" e que de algum modo se relacionam com os valores da tolerância. Atenção: a molinha que os segura, não é para levar...
Desejamos-te um bom Dia da Tolerância e deixamos, aqui, imagens e palavras para reflectires sobre este tema.
Comemora-se hoje o Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa (LGP) que tem o seu alfabeto manual.
A quem vive nesse "mundo do silêncio" dedicamos, hoje - dia da língua gestual, o poema "As Mãos", de Manuel Alegre.
Com mãos se faz a paz se faz a guerra. Com mãos tudo se faz e se desfaz. Com mãos se faz o poema – e são de terra. Com mãos se faz a guerra – e são a paz.
Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra. Não são de pedras estas casas mas de mãos. E estão no fruto e na palavra as mãos que são o canto e são as armas.
E cravam-se no Tempo como farpas as mãos que vês nas coisas transformadas. Folhas que vão no vento: verdes harpas.
De mãos é cada flor cada cidade. Ninguém pode vencer estas espadas: nas tuas mãos começa a liberdade.
Ontem, passados vinte anos, reviveu-se, um pouco por todo o mundo, a memorável noite de 9 de Novembro de 1989, a noite em que o Muro de Berlim ruiu e com ele a velha ordem mundial, representada pelo antagonismo entre o capitalismo americano e o comunismo soviético.
Ontem, os senhores do mundo acorreram a Berlim para, em cerimónia simbólica e emotiva, comemor “in loco” a incrível noite de 9 de Novembro de 1989.
Ontem, na Biblioteca da nossa escola, lembrámos a noite de liberdade projectando no “muro inscrito” na parede da recepção as imagens que há 20 anos mudaram o rumo da história do mundo.
Ontem, todos fomos um pouco berlinenses como o foi, um dia, o Presidente Kennedy.
Ontem, na euforia da celebração, quase nos esquecemos que há outras barreiras ao redor do mundo que é urgente derrubar.
Hoje, no dia seguinte, fixamo-nos e propomos reflexão sobre outros muros, também eles “muros da vergonha”, que em nome da estabilidade e da segurança, oprimem, dividem, isolam, segregam…
"O céu ao menos não tem muros e as aves não riscam fronteiras nem põem vidros partidos nas nuvens..." José Gomes Ferreira
Dizemos «Sophia» como se esta palavra fosse sinónimo absoluto de poesia.
Dizemos «Sophia» e a nossa memória enche-se do som que as palavras têm.
Dizemos «Sophia» e de repente o ar é límpido, as águas transparentes, há sempre uma casa na falésia e o sol faz rebentar o calor na cal das paredes.
Dizemos «Sophia» e todas as flores e todos os peixes têm nome, e as crianças tornam-se mais ricas quando os encontram.
Dizemos «Sophia» e não precisamos de dizer mais nada.
Alice Vieira
Nasceu no Porto a 6 de Novembro de 1919. Faria hoje 90 anos.
Não carece de grandes apresentações: nome maior da literatura portuguesa, a primeira mulher a receber o Prémio Camões, poeta, contista, tradutora, de voz inteira e vertical que tão exemplarmente cumpriu, tanto na obra como na vida. Falamos, evidentemente, de Sophia de Mello Breyner Andersen para todos simplesmente Sophia.
Prestamos-lhe, hoje, tributo num entrelaçar de sonoridades de palavras limpas e cristalinas, as suas próprias palavras, a palavra essencial de Sophia.
Biografia
Tive amigos que morriam, amigos que partiam Outros quebravam o seu rosto contra o tempo. Odiei o que era fácil Procurei-te na luz, no mar, no vento.
É-me necessário fazer versos, é-me vedado saber porquê.
Poesia é a minha explicação com o universo, a minha convivência com as coisas, a minha participação no real, o meu encontro com as vozes e as imagens.
O poema me levará no tempo Quando eu já não for eu E passarei sozinha Entre as mãos de quem lê
O poema alguém o dirá Às searas
Sua passagem se confundirá Como rumor do mar com o passar do vento
O poema habitará O espaço mais concreto e mais atento
No ar claro nas tardes transparentes Suas sílabas redondas
(Ó antigas ó longas Eternas tardes lisas)
Mesmo que eu morra o poema encontrará Uma praia onde quebrar as suas ondas E entre quatro paredes densas.
Na minha infância, antes de saber ler, ouvi recitar de cor um poema tradicional português, chamado Nau Catrineta.
Tive a sorte de começar pela tradição oral, a sorte de conhecer o poema antes de conhecer a literatura.
Era, de facto, tão nova que nem sabia que os poemas eram escritos por pessoas, mas julgava que eram consubstanciais ao universo, que eram a própria respiração das coisas, o nome deste mundo dito por ele próprio.
Pensava também que se conseguisse ficar completamente imóvel e muda em certos lugares mágicos do jardim, eu conseguiria ouvir um desses poemas que o ar continha em si.
Aqui me sentei quieta Com as mãos sobre os joelhos Quieta muda secreta Passiva como os espelhos
Musa ensina-me o canto Imanente e latente Eu quero ouvir devagar O teu súbito falar Que me foge de repente.
A poesia não me pede propriamente uma especialização pois a sua arte é a arte do ser. Também não é tempo ou trabalho o que a poesia me pede. Nem me pede uma ciência, nem uma estética, nem uma teoria. Pede-me antes a inteireza do meu ser, uma consciência mais funda do que a minha inteligência, uma fidelidade mais pura do que aquela que eu posso controlar. Pede-me que viva atenta como uma antena, pede-me que viva sempre, que nunca durma, que nunca me esqueça. Pede-me uma obstinação sem tréguas, densa e compacta.
Porque os outros se mascaram mas tu não Porque os outros usam a virtude Para comprar o que não tem perdão. Porque os outros têm medo mas tu não. Porque os outros são os túmulos caiados Onde germina calada a podridão. Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem E os seus gestos dão sempre dividendo. Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos E tu vais de mãos dadas com os perigos. Porque os outros calculam mas tu não.
Aquele que vê o espantoso esplendor do mundo é levado a ver o espantoso sofrimento do mundo.
Esta gente cujo rosto às vezes luminoso E outras vezes tosco
Ora me lembra escravos Ora me lembra reis
Faz renascer meu gosto De luta e de combate Contra o abutre e a cobra O porco e o milhafre
Pois gente que tem O rosto desenhado Por paciência e fome É gente em quem Um país ocupado Escreve o seu nome
E em frente desta gente Ignorada e pisada Como a pedra do chão E mais do que a pedra Humilhada e calcada
Meu canto se renova.
A poesia é das raras actividades humanas que, no tempo actual, tentam salvar uma certa espiritualidade. A poesia não é uma espécie de religião, mas não há poeta, crente ou descrente, que não escreva para a salvação da sua alma – quer a essa alma se chame amor, liberdade, dignidade ou beleza.
Pudesse eu não ter laços nem limites Oh vida de mil faces transbordantes P'ra poder responder aos Teus convites Suspensos na surpresa dos instantes.
A cultura é uma das formas de libertação do homem. Por isso, perante a política, a cultura deve sempre ter a possibilidade de funcionar como antipoder. E se é evidente que o Estado deve à cultura o apoio que deve à identidade de um povo, esse apoio deve ser equacionado de forma a defender a autonomia e a liberdade da cultura para que nunca a acção do Estado se transforme em dirigismo.
Nunca choraremos bastante quando vemos O gesto criador ser impedido Nunca choraremos bastante quando vemos Que quem ousa lutar é destruído Por troças por insídias por venenos E por outras maneiras que sabemos Tão sábias tão subtis e tão peritas Que nem podem sequer ser bem descritas.
Os meninos da nossa escola, como tantos outros, também se espantam com os contos com que Sophia, um dia, embalou os sonhos de seus filhos: A Menina do Mar, A Fada Oriana, A Floresta, O Cavaleiro da Dinamarca…
Comecei a inventar histórias para crianças quando os meus filhos tiveram sarampo… Primeiro, contei todas as histórias que sabia. Depois, mandei comprar alguns livros que tentei ler em voz alta. Mas não suportei a pieguice da linguagem nem a sentimentalidade da "mensagem"; uma criança é uma criança, não é um pateta. Atirei os livros fora e resolvi inventar. Procurei a memória daquilo que tinha fascinado a minha própria infância.
Feliz aquela que efabulou o romance Depois de o ter vivido A que lavrou a terra e construiu a casa Mas fiel ao canto estridente das sereias Amou a errância, o caçador e a caçada E sob o fulgor da noite constelada, À beira da tenda, partilhou o vinho e a vida.
A entrevista representada, baseada nos momentos mais importantes da vida de Leão Tolstoi, aquando da peça teatral "Babine, o parvo". Leão Tolstoi também é conhecido por Liev Tolstói, León Tolstói e Leo Tolstoy.
Se colocares o cursor sobre as margens do livro, aparecerá um dedo indicador. Se o moveres para a direita ou para a esquerda ele também mudará de direcção. Quando clicares, o dedo indicador mudará a página. Diverte-te e aprende com Leão Tolstoi! Entrevista Leon Tolstoi
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